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terça-feira, 5 de julho de 2016

A guerra

Somos como guerrilheiros diante de armadilhas. Nas trincheiras podemos ouvir o inimigo difamar nosso General de modo que nossa fé no clã dos eleitos é abalada. Ouvimos gargalhadas do outro lado, a poeira seca nossa boca. Ele nos faz lembrar de derrotas passadas como se elas fossem mais importantes que a vitória que teremos no final.
O General nos dá mais da água que reidrata o corpo, os vasos sanguíneos retomam sua velocidade normal. Então se ouve o barulho de um soldado que se deixou levar pelos sons, é o barulho de sua espada caída ao chão. Seus olhos se enchem de lágrimas e ele pretende levantar uma bandeira de rendição. Pobre, foi enganado, persuadido a passar para o outro lado onde há sangue e violência.
O batalhão então se une, muita pólvora é deslocada ao cerne da gerra. O General sai de seu posto de vigilância e toma a frente munido de uma força descomunal.
Gritamos então fervorosamente, um estrondo faz o inimigo recuar, ousam tentar tocar a ferida do soldado, sem sucesso.
Gloriosamente mais uma batalha é vencida.
Mas virá o dia em que o batalhão inteiro reunirá forças e buscará conhecimento em seu General para a maior estratégia de gerra. Seus corpos receberão nova armadura e eles serão mais semelhantes ao seu poderoso General. Neste dia haverá terror no território inimigo, haverá o domínio do Soberano Rei de toda a terra.
Esse temível General um dia disse que teríamos dias difíceis de aflição, mas disse para ficarmos bem e animados porque Ele já venceu a guerra antes mesmo dela começar. Afirmou prontamente que estará conosco todos os dias, até que Ele finalize todos os confrontos e Ele demonstre seu poderio sobre toda a terra.
Nós quase sempre somos como o soldado que deixa sua espada cair porque ouve as conversas do outro lado, as conversas do exército inimigo. Nós somos quase sempre o soldado frágil que por pouco não levanta a bandeira branca de rendição. Precisamos estar perto do General, ouvir seus conselhos de quem vem vencendo invicto desde a fundação do mundo, o temido por toda a terra. Precisamos entender seus planos de território, precisamos afiar nossas espadas. Não é tempo de se lembrar das coisas velhas, dos velhos soldados ignorantes e fracos que éramos. Precisamos estar revestidos para os dias maus. Escudos a frente da face, espada em punho, olhos cerrados, sandálias bem amarradas, capacete e couraça. O inimigo é feio, cheio de estratagemas, de truques de ilusão, desenterra assuntos passados para nos envergonhar e enfraquecer, mas quem peleja por nós é o SENHOR DOS SENHORES, REI DOS REIS, FORTE, PODEROSO NA BATALHA. Não há quem O possa resistir.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Vãs repetições

Existe um preconceito do cristão para com a reza, usando da máxima que Deus fala em sua Palavra que não devemos usar de vãs repetições para falar com Deus. Isso está em Mateus no capítulo 6:7.
Mas será que o cristão lê também os versos anteriores?
No verso 5 e 6 é ensinada a maneira mais feliz de falar com Deus, usando das palavras que estão acomodadas em seu coração.
A referência do verso é a um momento único e totalmente íntimo com Deus. Lá dentro do seu quarto ou em algum lugar em que você fique sozinho com Deus, que nesse verso é denominado Pai pelo seu grande atributo paterno. Um Pai próximo, que cria seus filhos sozinho. Conhece seus gostos, necessidades, prazeres, traumas, machucados, e tudo o que um pai atencioso sabe sobre seus filhos.
O engraçado da oração é o que Deus quer que aprendamos quando estamos orando. A oração transforma o orador quando ele expõe suas mazelas, pensamentos e desejos. A oração verbaliza seus pensamentos mais profundos. Quando você ora, você descobre qual é sua real petição, como quando você pede um relacionamento pra Deus e descobre que não é bem isso que você precisa naquele momento, mas sua necessidade é na verdade ser melhorado para receber alguém novo em sua vida. Ou quando você descobre que que sua aptidão não é a advocacia e que na verdade você daria na verdade um ótimo assistente social. É nesses momentos de oração que você descobre coisas que estavam entulhadas na sua mente e o Espírito Santo te conscientiza das suas verdadeiras vontades e necessidades.
A reza é a repetição daquilo que queremos (ou não) dizer e fazemos isso várias vezes para que fique bem claro, ou convincente o suficiente para sermos atendidos. Os elogios rebuscados, as palavras persuasivas, essas coisas fazem parte de uma reza. A reza é algo muito impessoal, mas isso não é uma exclusividade das outras religiões, a reza é praticada por você e por mim quando falamos qualquer coisa sem a menor concentração para Deus. Quando em meio a uma oração em grupo, você fica alheio ao que está sendo dito em oração por um outro orador. A reza acontece quando você não aplica o coração no que diz ao Senhor ou simplesmente não diz nada a Ele.
O conselho tão precioso que a Bíblia traz a pessoa é que ela saiba ser transparente, sincera, e totalmente aberta ao falar com Deus mesmo sabendo que Ele conhece todos os pensamentos e todas as palavras que saem da boca do ser humano. Orações repetitivas e impessoais são feitas por nós todos os dias ou em todas as oportunidades de oração, porque ainda sim, não são todas as pessoas que oram todos os dias, deixando Jesus alheio às suas emoções. Orar nos dias de hoje é um desafio com todas as coisas que ocupam nossa mente: trabalho, estudo, família, entretenimentos, PREGUIÇA. É ou não é?!
Conhecer a Palavra de Deus, cultuar e exercer o evangelho se trata de razão e conhecimento, mas a oração é a parte emotiva e acolhedora da vida com Cristo. Faça da oração mais que um habito, faça da oração uma necessidade de conversar, seu meio de comunicação mais interessante.
Uns preferem se sentar num divã com Cristo, outros simplesmente bater um papo na rede. Alguns fazem audiência extraordinária, outros se sentam pra jantar com Ele. Alguns vão às montanhas ficar isolados com o Mestre, outros levam Jesus para o meio da sua família... É legal. Imagina poder usar de todos esses recursos só em fechar os olhos e abrir a boca pra falar? Quando descobrimos o poder que há na oração, uma nova janela de habilidades de fé se abre em nosso coração e passamos a entrar numa região tão profunda de vida com Cristo que fica impossível deixar de falar com o Pai. Aí então, nem que seja por apenar 2 minutinhos tiramos um tempo pra Ele, nem que seja só pra dizer "oi, senti falta de falar com o Senhor".

"Tu, porém, quando orares, vai para teu quarto e, após ter fechado a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará plenamente." Mt. 6:6

domingo, 31 de maio de 2015

Onde está Deus?

Para começar o texto, quero lembrar que não uso a vida de ninguém para escrever. Não dou indiretas porque meu papel aqui é a Palavra e não eu, nem minha opiniões das quais se não forem ditadas por Cristo não tem valor algum. Que eu diminua e o Senhor cresça, eu suma e Ele apareça. 

Observe o céu que testemunha a glória do Senhor, a criação do Pai Celestial que nos diz sobre a sua grandeza e majestade.
Olha em volta e vê como Deus é grande e o quanto seu poder está em exercício. Temos perdido muito dessa percepção com as coisas passageiras desse mundo. Temos nos apegados a coisinhas cotidianas, pequenas distrações que nos levam a deixar Deus em um plano do qual a Sua grandeza não merece ser colocada.
Vê que a terra está em seu ininterrupto fim, tem sido destruída pouco a pouco por permissão do próprio Deus para que se faça cumprir o que diz a sua Palavra.
Diz-se muito sobre buscar a Deus, sobre fé, sobre alcançar sonhos, sobre novos limites, mas será que damos a Deus a importância que Ele realmente tem? Somos pessoas distraídas com romances, com acontecimentos cotidianos, com relações ruins, com intrigas e muitas coisas dispensáveis que desmerecem a nossa atenção.
Deixamos com que nossos gênios ruins sejam fato consumado, Deus não tem tido licença necessária para nos modificar ao modo de seu querer. Estamos vivendo níveis rasos com Deus, onde pedimos coisas a Ele... e só.
Não estamos em estágio de evolução intelectual ou filosófica, porque Deus não requer isso de nós. Mas estamos perdendo o foco, nossa fé tem sido corrompida por coisas pequenas. Deus está fora do contexto do nosso dia, do nosso trabalho. Somos crentes que continuam a exibir seu “cretinismo” (sei que é forte, mas é real), continuamos a exibir nossas garras afiadas. Quem olha nossas redes sociais vê Cristo nas suas atitudes?
Não, quase nunca. Mas a verdade é que muitos de nós não estão preocupados em imprimir Cristo na sua vida social, é como precisasse aparentar uma hostilidade gratuita como modo de força ao invés de demonstrar que Jesus é a força que o rege e capacita.
São meninas e meninos sem identidade cristã, que não sabem a quem servem, não se parecem com Jesus e não se interessam em parecer com Ele. São frases vaziar sobre Deus, sem oração, sem temor, sem separação. No mesmo dia que bendizem o nome de Jesus, falam sobre ódio, sobre rancor, vingança, palavrões pra que todos vejam, sem medo algum de serem contraditórios. Não somos perfeitos, não precisamos ser, mas precisamos querer ser. Somos pecadores, mas nossos pecados devem ser tratados, precisamos nos envergonhar deles e não exibi-los como normais.
São homens e mulheres expondo suas frustrações íntimas, comprometendo através de seu testemunho a chance de levar o evangelho da cruz àqueles que diariamente o vêem, lêem aquilo que escrevem e compartilham.
Estamos sim totalmente equivocados quanto à maneira de amar a Deus. Não existe idade para isso, nem nível intelectual para isso. Não existe exigência para isso, mas há sim um modo de se chegar a Ele.
O que Deus espera de nós é decisão, a decisão de dizer não. Dizer não a preguiça de sair de casa para cultuar, às palavras que não representam as virtudes do Espírito Santo, às atitudes que retiram de nós a beleza da santidade do Senhor.
É preciso ser de Deus sempre, em todos os lugares. É preciso mudar sim, deixar com que o Espírito Santo de Deus mexa em seu caráter, que a brasa viva toque seus lábios e os purifique, que o Senhor mude sua mente, que transforme seu coração.
É preciso deixar de rebeldia, porque Deus repudia isso, entristece o coração de Deus. Mas a pergunta é: você se importa?
É isso que tem machucado o coração de Deus, não mais se importarem com a reação Dele. De pecador, passamos a praticar o mal por esporte, para mostrar não sei o que para não sei quem.
Se queremos ver a glória de Deus, vamos começar a pensar nos “pecadinhos” cotidianos que são tão grandes quanto o adultério, fornicação, (aqueles que fazem as pessoas se enojarem, os hipócritas, sabe?) etc. Comecemos a equiparar a mentira, a raiva, o sentimento de vingança, a rebeldia, a discórdia, a fofoca, a inveja, os palavrões, o desejo do mal para o outro, a arrogância, a grosseria, o descontrole, a falta de perdão com todos os pecados que julgamos “grandes”. Que não nos esqueçamos que são essas atitudes que nos levam a pecar contra Deus e nos levam a colher o fruto disso que não é nada bom.
Aquela que os escreve é tão pecadora e tantas vezes bruta quanto todos, não tenho a ambição e petulância de dizer que sou boa em todas essas coisas que descrevi. Tenho aprendido quanto é dolorido tentar ser como Jesus quer que eu seja. Sou principalmente fria e tenho uma dificuldade gigante de amar o outro (sendo esse um dos maiores mandamentos), mas preciso conseguir. Também sou grosseira às vezes e é complicado aturar o outro, mas é preciso tentar, tenho outros tantos pecados e defeitos das quais não descrevo porque Deus com certeza está a tratar.
O que desejo não é ser melhor que alguém e ser um exemplo de vida para os outros como uma mulher super correta e cheia de virtudes que não sente nada de ruim e é tão cheia do Espírito Santo que todos queiram receber uma oração que eu fizer. O que eu desejo é que vocês saibam que é bom sofrer algumas mudanças e perdas por amor ao testemunho de Cristo em minha vida. Não vou ser boa o suficiente, mas quando olharem pra mim, quero que vejam Jesus impresso no meu “bom dia”, no meu “obrigada”, em uma palavra branda em meio a hostilidade de alguém, numa sabedoria do Espírito de Deus em meio a um turbilhão de informações mundanas à minha volta.
Quero que reconheçam a Quem eu sirvo não pelo que visto, ou por palavras rebuscadas, mas porque consigo ser diferente, consigo temperar o ambiente com o amor de Deus e consigo iluminar a visão entrevada de quem me rodeia com as virtudes do Espírito Santo.
Vamos nos ater a Deus porque Jesus está voltando e eu quero ouvir: “Vinde, benditos de meu Pai, possuam por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25:34) no grande dia em que verei o Mestre face a face vestido de poder e majestade, emanando toda sua glória sobre mim para o adorar para sempre dizendo o quanto Ele é santo incansavelmente.

Não ambicionemos mostrar nada a ninguém neste mundo que não seja a imagem do Senhor em nossas vidas.