Páginas

domingo, 20 de março de 2011

O testemunho de Pedro.

Me vejo navegando em um barco, sem saber que tipo de maré me aguarda. Sem saber se vou pescar muito, pescar apenas o suficiente pra me alimentar ou se eu não vou levar nenhum peixe pra casa.
Olho pro céu e até mesmo seus sinais me confundem, está escurecendo mais, e aí eu sinto medo. O medo da responsabilidade de abastecer minha família e o meu orgulho talvez possa me acusar em algum momento.
Mas aí eu vejo o Mestre, em sua infinita glória e magestade andando sobre as águas. Ele vem calmo, com aquele rosto sereno e seus olhos me dizem para não ter medo, para confiar Nele.
Nessas horas minha sobriedade e racionalidade são inúteis, não alimentam minha fé porque não consigo me imaginar andando sobre as águas desse mar. Talvez se eu estivesse em uma região mais raza, eu pudesse tentar ir até Ele. Mas não, se eu afundar quem me trará à tona?
Talvez eu confie pouco em Jesus nesses momentos de desafio, ou talvez apenas não confie em mim.
Enquanto discuto comigo mesmo, o Mestre continua me olhando com aquele sorriso que eu já conheço, me transmitindo confiança.
Aqueles que estão ao meu redor não reconhecem a face do Mestre nessa escuridão. Eles tem medo do que vem vindo, eu só tenho medo do mar. Eu jamais deixaria de reconhecer aquela voz me dizendo para não ter medo, Jesus, o meu Jesus se apresentou a mim. Sou humano e O desafiei dizendo que se fosse realmente Jesus me fizesse caminhar com Ele sobre as águas. Um pé após o outro, o frio na espinha, mas dessa vez confiante. Senti o vento forte, o mar se mexer demais, me amedrontei, afundei e pedi ajuda do Mestre. Ele segurou firme na minha mão e questionou minha fé com aquela voz de repreensão e carinho ao mesmo tempo. Mais uma vez, a glória Dele foi manifestada, não só por ter me feito caminhar sobre o mar, mas por me salvar das águas. Reconheceram atráves do que Ele fez por mim que verdadeiramente Ele é o Filho de Deus. Meu Jesus... imploraram pra tocar na orla das Suas vestes, e eu, pobre Pedro pecador e falho tive a graça de ser salvo pelas mãos preciosas do Mestre. Desde então, me lembro poucas vezes de ter tido medo. O neguei antes da sua carne morrer, tive medo de declarar-me amigo Dele, mas ao vê-Lo ressuscitado, o medo se foi. Sou pescador de almas à serviço do Rei. E você?

Mt 14:21

Um comentário:

Altemar Rocha disse...

Ai, ai, ai... vejo não apenas um textozinho, mas uma crônica de uma escritora.
Parabéns.
Pense em dar um salto mais alto.